E todos os nossos sonhos se perdem como areia por entre as mãos. Memórias aparecem, cercam-me com imagens de outros tempos. Tento não pensar e fujo. Escolho um lugar cheio de gente mas logo apercebo-me que fiz mal pois recordo-me que já fui feliz aqui contigo. Lembra-me o teu sorriso... Fujo novamente mas novas memórias aparecem e com elas a saudade aumenta. Ao menos tinha a tua presença perto de mim. Sem ti tudo me abafa, me consome e nada me satisfaz...
O mundo das palavras é um mundo de silêncio. Silêncio que é belo e perfeito, torna-se eterno numa folha de papel. É meu e teu, este mundo diferente, que dou e tu encontras... Escreve como eu escrevo e um novo mundo livre irá surgir... A revolução das palavras e dos pensamentos está a chegar...
terça-feira, julho 01, 2008
Há sempre um fim...
Há sempre um fim, umas vezes triste outras vezes nem por isso. Custa sempre viver ou passar por um, mas no entanto, há fins que custa mais que tudo o resto. O fim que não é o acabar de algo mas um estado inacabado das coisas. O fim não definido derrota-nos com a frustação e acima de tudo não nos deixa viver...
domingo, junho 22, 2008
Amor eterno/efémero
Acreditava no amor eterno mas o mundo deu-me a provar o sabor da desilusão. Um dia imaginei que iria apaixonar-me pela pessoa certa, namorar dois ou três anos, casar, ter dois ou três filhos e viver longamente ao lado da pessoa amada até que a morte nos separasse, e se possível de forma bélica morrer juntos, mas o mundo tirou-me os sonhos. Na frustração de uma relação falhada muitos sonhos se perdem e a nossa própria viva volta-se para algo diferente. Eu, já não me imagino casar porque apercebi-me que de amor eterno apenas existe o amor por aqueles que são nossos filhos e nossos pais e tudo o resto é efémero...
...
Sei que te dói. Sei que tens dentro de ti a pior dor de todas. Sei que o coração bate baixinho e irregular, o pânico do vazio espalha-se dentro de nós como uma droga, e a solidão que se apodera sem que possamos resistir. Quem pode resistir à dor muda e surda causada pela ausência daquilo que nos faz viver. Não há felicidade…
Custa-me sentir o silêncio da noite, o vazio do silêncio e a imensidão do vazio. Custa-me sentir o espaço vazio deixado no meu coração ou será que me custa o vazio que vai dentro de ti?
Sinto-me perdido, com medo… Nunca pensei em vir a ter medo… Nunca pensei sentir a solidão e ver a solidão nos teus olhos negros. São sempre tão belos os olhos de quem amamos. São como diamantes que reluzem no negro e nos enfeitiçam. Os teus enfeitiçaram-me ao primeiro olhar.
Sempre que me lembro de ti, sempre que te toco ou te lanço o olhar apaixono-me… e mesmo assim falho. Porque será que falho se tudo o que amo é tudo o que representas? Mesmo caindo no molhado das tuas lágrimas consigo levantar-me sempre contigo na mente, mas quem paga as falhas, tu! Sempre tu! E assim morro em ti devagar, um pouco de amor que perdes, o olhar que fica cada vez mais cerrado, o sorriso que nunca mais chega, o tremor da solidão que nos assalta mais uma vez.
Tremo porque te amo e sinto a tua ausência. Tremo porque sei que te desiludi profundamente…
Já nem o abraço consegue acalmar a dor. O quanto queria abraçar-te, recolher-te nos meus braços, dar-te um pouco do meu calor. O quanto queria abraçar-te, fechar os olhos, sentir o teu cheiro, sentir o mundo se fechar em nosso redor, dizer que te amo, sentir que me amavas e tudo se tornar perfeito como tu és aos meus olhos.
Sinto a tua falta… Que dor…
Sinto tanto a tua falta que me falha a respiração, o coração se esmaga nele mesmo, e a mente começa a fraquejar. Acho que já fraquejou… porque vivo os dias cheio de medo que algo já tenha acontecido e somente a minha cegueira me tenha impedido de ver com clareza a brutalidade de não me amares mais, ou que o medo me tenha tapado a luz de ver o teu ainda amor resistir. Resiste porque não quero deixar morrer o que resta, tenho que te puxar para mim, tenho que conseguir fazer-te feliz e que ames mais do que nunca.
Sei que esta carta não é uma carta de amor, mas é uma carta de sentimento. Pode parecer uma carta de lamentação mas não o é. Pode ser egoísta mas não o é porque tudo o que me importa é o que vive dentro de ti e é a tua tristeza e solidão, o vazio que me preocupa, é os meus falhanços que me preocupam. Esta carta é como um último suspiro, um último fôlego, a esperança para não perder o esplendor do teu olhar, a beleza da tua face, a doçura da tua voz, o sabor dos teus lábios, o calor do teu amor. Não te quero perder, e sinto que é hora de te salvar.
É a última gota de esperança para conseguir fazer-me ver dentro de ti. Quero voltar a fazer sentir-te bem no meu abraço. Não quero ser um estranho. Não quero te perder nunca…
Custa-me sentir o silêncio da noite, o vazio do silêncio e a imensidão do vazio. Custa-me sentir o espaço vazio deixado no meu coração ou será que me custa o vazio que vai dentro de ti?
Sinto-me perdido, com medo… Nunca pensei em vir a ter medo… Nunca pensei sentir a solidão e ver a solidão nos teus olhos negros. São sempre tão belos os olhos de quem amamos. São como diamantes que reluzem no negro e nos enfeitiçam. Os teus enfeitiçaram-me ao primeiro olhar.
Sempre que me lembro de ti, sempre que te toco ou te lanço o olhar apaixono-me… e mesmo assim falho. Porque será que falho se tudo o que amo é tudo o que representas? Mesmo caindo no molhado das tuas lágrimas consigo levantar-me sempre contigo na mente, mas quem paga as falhas, tu! Sempre tu! E assim morro em ti devagar, um pouco de amor que perdes, o olhar que fica cada vez mais cerrado, o sorriso que nunca mais chega, o tremor da solidão que nos assalta mais uma vez.
Tremo porque te amo e sinto a tua ausência. Tremo porque sei que te desiludi profundamente…
Já nem o abraço consegue acalmar a dor. O quanto queria abraçar-te, recolher-te nos meus braços, dar-te um pouco do meu calor. O quanto queria abraçar-te, fechar os olhos, sentir o teu cheiro, sentir o mundo se fechar em nosso redor, dizer que te amo, sentir que me amavas e tudo se tornar perfeito como tu és aos meus olhos.
Sinto a tua falta… Que dor…
Sinto tanto a tua falta que me falha a respiração, o coração se esmaga nele mesmo, e a mente começa a fraquejar. Acho que já fraquejou… porque vivo os dias cheio de medo que algo já tenha acontecido e somente a minha cegueira me tenha impedido de ver com clareza a brutalidade de não me amares mais, ou que o medo me tenha tapado a luz de ver o teu ainda amor resistir. Resiste porque não quero deixar morrer o que resta, tenho que te puxar para mim, tenho que conseguir fazer-te feliz e que ames mais do que nunca.
Sei que esta carta não é uma carta de amor, mas é uma carta de sentimento. Pode parecer uma carta de lamentação mas não o é. Pode ser egoísta mas não o é porque tudo o que me importa é o que vive dentro de ti e é a tua tristeza e solidão, o vazio que me preocupa, é os meus falhanços que me preocupam. Esta carta é como um último suspiro, um último fôlego, a esperança para não perder o esplendor do teu olhar, a beleza da tua face, a doçura da tua voz, o sabor dos teus lábios, o calor do teu amor. Não te quero perder, e sinto que é hora de te salvar.
É a última gota de esperança para conseguir fazer-me ver dentro de ti. Quero voltar a fazer sentir-te bem no meu abraço. Não quero ser um estranho. Não quero te perder nunca…
sexta-feira, junho 13, 2008
Viver no nosso mundo
Tornou-se curto este silêncio do vazio, é demasiado pequeno no meio da cidade que nos abafa sem nunca cessar. Longe vão os tempos em que viviamos livres num verde longo, na noite sempre negra e no silêncio que se fazia sempre sentir. Hoje nada é como era mas nem tudo é mau. Continuamos rodeados de luz, imagens, música, vozes, cheiros, embora esta luz seja negra, as imagens pixelizadas, a música metálica, as vozes roucas e os cheiros mais intensos. No fundo o que importa é que continuamos vivos e livres... O tempo e espaço são ambos diferentes mas a vontade de viver é sempre a mesma e com essa vontade sorrisos vêm e algo novo se descobre sempre.
Para aqueles que temem o barulho da cidade porque estão demasiado agarrados ao silêncio do campo digo-vos em voz alta: "Não temam, a cidade tem sempre o seu silêncio e a sua própria beleza".
Não tenho medo do que me agarra. Pode não haver espaço neste lugar mas sempre que o meu coração acelerar eu saio ao mundo e vivo o que tenho que viver...
Para aqueles que temem o barulho da cidade porque estão demasiado agarrados ao silêncio do campo digo-vos em voz alta: "Não temam, a cidade tem sempre o seu silêncio e a sua própria beleza".
Não tenho medo do que me agarra. Pode não haver espaço neste lugar mas sempre que o meu coração acelerar eu saio ao mundo e vivo o que tenho que viver...
segunda-feira, maio 26, 2008
Silêncio Perdido
Fecho o meu olhar em ti, cerco-te sem te aperceberes . Penso no que dizer mas nada surge, não consigo dizer nada e um silêncio bruto se instala em volta de nós. Gostava de te tocar mas não posso, gostava de te beijar mas o tempo de te beijar já passou. Crio uma conversa para apagar o desejo mas o desejo não se apaga. Páro e tudo pára. Concentro-me no nada...
Por momentos, ausento-me da sala, apenas a minha mente se ausenta. Volto ao passado, no mesmo local, ocasião semelhante, onde eu e tu jantavamos calmamente. Tudo era diferente, tudo era belo. Lembro-me o quanto sorrias para mim, já não sorris mais com a mesma convincção. Lembro-me do teu entusiasmo, do teu carinho, agora tudo se foi. Já não sei o que fazes aqui a meu lado se eu não vivo mais em ti. Sou apenas um resto do passado que teima em queimar o teu tempo, que teima em atrapalhar-te o presente e que consome um pouco apenas do teu futuro. Pouco resta nestes dias. O que resta? Talvez reste apenas um resto de silêncio.
Interrompes o silêncio, falas mas o meu mundo já se fechou, já mais nada perco. Sais, eu não te impeço. Tudo se desfaz sem brinlhantismo nem romantismo. Sais de forma simples, como se nada fosse. Eu deixo-me ficar...
O que perdi foi o silêncio, pouco mais podia perder...
Por momentos, ausento-me da sala, apenas a minha mente se ausenta. Volto ao passado, no mesmo local, ocasião semelhante, onde eu e tu jantavamos calmamente. Tudo era diferente, tudo era belo. Lembro-me o quanto sorrias para mim, já não sorris mais com a mesma convincção. Lembro-me do teu entusiasmo, do teu carinho, agora tudo se foi. Já não sei o que fazes aqui a meu lado se eu não vivo mais em ti. Sou apenas um resto do passado que teima em queimar o teu tempo, que teima em atrapalhar-te o presente e que consome um pouco apenas do teu futuro. Pouco resta nestes dias. O que resta? Talvez reste apenas um resto de silêncio.
Interrompes o silêncio, falas mas o meu mundo já se fechou, já mais nada perco. Sais, eu não te impeço. Tudo se desfaz sem brinlhantismo nem romantismo. Sais de forma simples, como se nada fosse. Eu deixo-me ficar...
O que perdi foi o silêncio, pouco mais podia perder...
sexta-feira, abril 18, 2008
Hoje que falam de mim...
Caio no tom das vozes, ouço o meu nome além. Que falam de mim? Será que me devo importar? Limito-me vez sem conta à minha insignificançia, mas hoje não, hoje dói-me os ouvidos, dói-me o orgulho.
Levanto-me perante os olhares surpresos e bocas entreabertas e exclamo em voz revolta.
- Calem-se vozes do Demônio, se em vós respeito houvesse em mim não falariam. Ao menos não entoem o meu nome em vão...
A sala pára perplexa e sinto em mim um misto de alívio e vergonha. Mas não há vergonha em defender-me...
Sou eu, assim, livre e à minha própria maneira belo... Ou talvez não... Não me importo, não quero saber.
Levanto-me perante os olhares surpresos e bocas entreabertas e exclamo em voz revolta.
- Calem-se vozes do Demônio, se em vós respeito houvesse em mim não falariam. Ao menos não entoem o meu nome em vão...
A sala pára perplexa e sinto em mim um misto de alívio e vergonha. Mas não há vergonha em defender-me...
Sou eu, assim, livre e à minha própria maneira belo... Ou talvez não... Não me importo, não quero saber.
quinta-feira, abril 17, 2008
Ausência
A brutalidade daquilo que sinto só pode ser compreendida
aquando do conheçimento daquilo que me falta.
Assim, a ausência é algo que fundamenta
a constituíção das minhas emoções e sentimentos.
Com a tua ausência parte de mim morre
e outra ressuscita rebeldemente.
Acabo vagabundo porque sei que não sou compreendido,
acabo solitário porque estou somente só...
aquando do conheçimento daquilo que me falta.
Assim, a ausência é algo que fundamenta
a constituíção das minhas emoções e sentimentos.
Com a tua ausência parte de mim morre
e outra ressuscita rebeldemente.
Acabo vagabundo porque sei que não sou compreendido,
acabo solitário porque estou somente só...
Bruno Coelho
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Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Fernando Pessoa
sábado, abril 12, 2008
No words... No pain...
The silence came bursting
through the walls that
night. No chairs or tables
between you and me.
Instead of the usual small
talk we just stayed there
and waited. No
movements. My eyes got
used to the pale light. It
was raining. Words came
to my mind, but i was too
amazed to speak. I felt the
silence bursting through
me. Violently. No
warnings. No needs. I
closed my eyes for two
seconds and suddenly we
knew.
There was no fear.
Tomorrow was here.
Silence 4 in "Silence becomes it"
quarta-feira, abril 09, 2008
Viver
O tempo é curto demais para poder fugir deste espaço também ele curto que me rodeia. Espreito o mundo lá fora e imagino o quanto podia ser feliz se consegui-se libertar-me desta pressão que me esmaga contra este chão frio e cru. Estou preso aqui...
O sol passa tímido a barreira invisivel que coloco à minha frente. Fecho os olhos, viro a cara e escondo as lagrimas. Não há luz que chegue para destapar o meu segredo...
Alguém passa e me arrasta com ele. Não exerço resistência, não abro a boca, deixo um sorriso forçado e assim engano o mundo. No entanto, não estou lá, não estou com ninguém. Estou só no meu próprio mundo invisivel a tudo o resto, na minha própria dimensão criada à minha imagem. Apenas fica o corpo agarrado a este mundo, agarrado a esta dimensão curta.
Aqueles que se limitam a observar apenas caras vêm apenas sorrisos em mim. Aqueles que vêm corações conseguem ver um pouco mais além e conseguem despertar em mim um pouco mais do que rasgos momentos onde as emoções se libertam e me dão um pouco mais de vida. Para estes acabo sempre morto, porque não há extenção do meu ser à plenitude, à eternidade. Acabo sempre ninguém...
No entanto, no mundo à sempre alguém maior que todos. Estes encontram sempre algo mais, descobrem algo mais. Estes têm a sabedoria e com ela descobrem o interior de tudo sem ser preciso olhar, tocar, falar ou sentir o corpo. Estes despertam-nos para a vida e fazem-nos realmente viver, fazem-nos aproveitar todo e qualquer momento. Com eles o mundo se alarga e o tempo se expande. Não há limites nem barreiras porque eles fazem-nos acreditar, fazem-nos ver mais além do finito. Tudo se torna infinito e eterno...
Alguém passa por mim, reconheço. Não precisas de falar, olhar ou tocar. Eu te seguirei como sei que tu me seguirás.
Contigo libertei-me do medo e já consigo sentir o sol. Já consigo viver...
O sol passa tímido a barreira invisivel que coloco à minha frente. Fecho os olhos, viro a cara e escondo as lagrimas. Não há luz que chegue para destapar o meu segredo...
Alguém passa e me arrasta com ele. Não exerço resistência, não abro a boca, deixo um sorriso forçado e assim engano o mundo. No entanto, não estou lá, não estou com ninguém. Estou só no meu próprio mundo invisivel a tudo o resto, na minha própria dimensão criada à minha imagem. Apenas fica o corpo agarrado a este mundo, agarrado a esta dimensão curta.
Aqueles que se limitam a observar apenas caras vêm apenas sorrisos em mim. Aqueles que vêm corações conseguem ver um pouco mais além e conseguem despertar em mim um pouco mais do que rasgos momentos onde as emoções se libertam e me dão um pouco mais de vida. Para estes acabo sempre morto, porque não há extenção do meu ser à plenitude, à eternidade. Acabo sempre ninguém...
No entanto, no mundo à sempre alguém maior que todos. Estes encontram sempre algo mais, descobrem algo mais. Estes têm a sabedoria e com ela descobrem o interior de tudo sem ser preciso olhar, tocar, falar ou sentir o corpo. Estes despertam-nos para a vida e fazem-nos realmente viver, fazem-nos aproveitar todo e qualquer momento. Com eles o mundo se alarga e o tempo se expande. Não há limites nem barreiras porque eles fazem-nos acreditar, fazem-nos ver mais além do finito. Tudo se torna infinito e eterno...
Alguém passa por mim, reconheço. Não precisas de falar, olhar ou tocar. Eu te seguirei como sei que tu me seguirás.
Contigo libertei-me do medo e já consigo sentir o sol. Já consigo viver...
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